Como parte da programação do Novembro Azul, mês de campanha mundial de combate ao câncer de próstata, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio do Espaço Saúde, promoveu, na tarde desta segunda-feira (22/11), na sede do Fórum de Palmas, a palestra “Cuidados com a saúde do homem”, com o médico Flávio Cavalcante, especialista da área de nutrologia.

O público foi formado por homens servidores do Fórum. A diretora do Foro, juíza Flávia Afini Bovo, deu as boas vindas aos presentes, ressaltando a importância de o público masculino atentar para as questões de saúde e prevenção. “É um momento muito importante dedicado a vocês, principalmente porque no geral os homens costumam ser mais relapsos do que as mulheres quando o assunto são os cuidados com a saúde”, disse a magistrada.

“Esse é um momento de reflexão. Os espaços de saúde costumam ser percebidos como espaços feminilizados. Muitos pacientes ainda temem o diagnóstico patológico, e nós temos que aliar quantidade com qualidade de vida. Essa assimetria entre os gêneros, no que se refere ao olhar da medicina, pode ter contribuído para haver mais mulheres nos serviços de saúde”, disse o palestrante.

O médico fez um breve histórico dos estereótipos culturais em torno da figura masculina, dos estigmas que há quanto ao exame preventivo do toque retal e o fato de os homens não se reconhecerem como alvo do atendimento de programas de saúde devido a prevenção ainda ser vista como exclusividade das mulheres. Ele destacou que o Novembro Azul deve ser compreendido como uma campanha de estímulo à saúde do homem como um todo e não apenas para o combate ao câncer de próstata.

Números

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), de 2020, mostram a identificação de 65.840 casos diagnosticados de câncer de próstata no Brasil, o que representa 29,2% das mortes. Porém, não é esse o tipo de câncer que mais mata no país, mas sim o câncer por doenças cardiovasculares. O câncer de pele, por exemplo, mata mais do que o de próstata, segundo os dados apresentados pelo palestrante, que alertou para o diagnóstico precoce como forma de avançar na cura, citando o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico) e o toque retal, mas o confirmatório só por meio da biópsia prostáltica por via transretal ou transperineal. Após a exposição, o médico respondeu a perguntas dos participantes.

Repercussão

“Foi esclarecedor. Confesso que não conhecia muito sobre o assunto. Compreendi as causas e prevenções, referentes aos cuidados e a importância dos exames preventivos”, disse Thayan Alexander Lemos de Almeida, estagiário do Cejusc Palmas.

“A palestra foi muito produtiva, esclareceu diversas dúvidas e conseguiu nos transmitir uma visão diferenciada dos problemas envolvendo o câncer de próstata. Tanto a equipe quanto o profissional estão de parabéns”, comentou o técnico judiciário Pablo Nunes Póvoa Gadotti.

Texto: Ramiro Bavier/Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO