A gestão adequada de resíduos sólidos faz parte do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário Tocantinense (PLS-PJTO) e para que a coleta seletiva seja feita de maneira satisfatória e responsável, dentro de um processo de sensibilização e educação ambiental, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social e da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), segue na busca por qualificar e capacitar o seu quadro de funcionários, uma vez que são eles os responsáveis pelo descarte e o manejo dos resíduos gerados diariamente. 

Na sequência do Workshop Coleta Seletiva Solidária – Capacitação sobre resíduos sólidos, que teve a primeira turma com magistrados e servidores capacitados em março deste ano, desta vez, foram os empregados terceirizados do poder judiciário tocantinense que participaram do curso de qualificação, que foi ministrado no pleno do TJTO, em Palmas, nesta quarta-feira (17/11) e quinta-feira (18/11). Nos próximos dias, a capacitação será realizada no fórum da Comarca de Palmas e na Esmat. Os encontros estão sendo realizados na modalidade presencial e com o distanciamento social devido.

A desembargadora Ângela Maria Ribeiro Prudente, que preside a Comissão Gestora do PLS-PJTO, destacou que após a realização do curso e por conta das experiências que são compartilhadas durante o evento, os servidores terão a oportunidade de olhar a coletiva seletiva com outros olhos, já que essa ação reflete na preservação do planeta.
“Após essa troca de experiências e relatos, tenho certeza que a visão de vocês sobre o projeto da Coleta Seletiva Solidária, e o impacto dele no meio-ambiente, será outra. O poder judiciário tocantinense segue fomentando boas prática sustentáveis e é preciso que vocês, que já desempenham um ótimo trabalho, estejam alinhados a essas ações. Sustentabilidade implica assumir decisões e enfrentar desafios que dizem respeito ao futuro do nosso Planeta e ao futuro da humanidade, mas para isso, todos nós precisamos fazer nossa parte.”, comentou a desembargadora.

Palestras

O primeiro dia de evento foi marcado pelas palestras ministradas por Adriana Tostes, que é coordenadora de Gestão Socioambiental do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFt), e Regiane Peixoto, enfermeira do Centro de Saúde do TJTO.
Adriana Tostes, durante sua apresentação, falou das experiências sustentáveis adotadas pelo TJDFt e como a participação dos servidores que fazem parte da equipe de limpeza em eventos de capacitação faz toda diferença para que as ações voltadas a coleta seletiva sejam de fato implementadas.
“Investir tempo na capacitação dos servidores, principalmente daqueles que fazem o contato direto com os resíduos, gera um retorno significativo para as ações direcionadas para efetivar a coleta seletiva e com isso a preservação do meio ambiente. Pelo que vejo o TJTO tem feito bem esse papel de capacitação e adoção de medidas sustentáveis. É um reflexo que será visto não somente nas dependências dos prédios do judiciário tocantinense, mas os servidores vão levar para dentro de suas casas.”, relatou a coordenadora, que ainda aproveitou o encontro para tirar dúvidas com o público presente.

Saúde

A enfermeira Regiane Peixoto, durante sua palestra, falou sobre os cuidados que as pessoas ainda precisam ter quanto ao contágio pela Covid-19, sobre relevância da coleta seletiva para a vida das pessoas e o meio ambiente e sobre a importância de fazer o descarte das máscaras na lixeira de não recicláveis e de forma correta, qual seja: cortando as suas alças, para que os animais não fiquem presos nelas.
“A pandemia está perto de completar dois anos e apesar da baixa de números de casos e mortes, graças à vacinação, ainda é um período crítico e que requer cuidados, como: uso de máscara, álcool em gel e lavar as mãos. Assim como os cuidados para evitar o contágio pela Covid-19, o mundo também passa por transformações no setor ambiental, que podem determinar o nosso futuro. O tema do workshop é extremamente relevante, pois os resíduos gerados diariamente devem ser descartados de forma correta. Às vezes, sabemos que nem sempre isso é possível, pois existem lugares que ainda não conseguem ter tratamento adequado e não tem uma educação para a coleta seletiva e armazenamento do lixo. Isso irá refletir diretamente no meio ambiente e já estamos sofrendo as consequências”, comentou a enfermeira. Peixoto ainda ressaltou que com a pandemia, muitas famílias estão passando mais tempo em casa, o que ocasiona uma maior quantidade de lixo gerada dentro das residências, o que torna ainda mais importante discutir temas assim com a sociedade.

Segundo dia

Nesta quinta-feira, a engenheira ambiental Cinthia Barbosa Pires Azevedo, que faz parte da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social do TJTO falou sobre Conceituação, Caracterização e Classificação de Resíduos Sólidos; minimização: não geração, redução, reutilização e reciclagem; formas de tratamento de resíduos sólidos: tecnologias convencionais e tecnologias limpas, incineração, compostagem, coleta seletiva e reciclagem; e coleta e manejo de resíduos orgânicos – compostagem – como preparar e como armazenar resíduos orgânicos – composteira de contêiner.

“O principal objetivo do workshop é orientar todos os terceirizados que compõem o quadro de funcionários do TJTO por meio da educação ambiental, contribuindo para o bom funcionamento da coleta seletiva e consequentemente cumprindo as ações do PLS.”, pontuou.

O jornalista Wherbert Araújo, que trabalha na Escola da Magistratura do Tocantins, falou em sequência e explanou sobre Gestão e gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. “O ciclo de palestras destinadas a magistrados, servidores e terceirizados do Tribunal de Justiça acerca da Coleta Seletiva Solidária é antes de tudo um trabalho de educação ambiental, quebra de paradigma e de implementação de atitudes que devem ser implementadas não só no ambiente de trabalho como em casa e nas ações cotidianas. Valorizar o trabalho dos coletores de materiais recicláveis como também entender sobre separação de resíduos e atitudes sustentáveis devem ser as regras de postura e conduta que todos nós devemos vivenciar a partir de agora.”, finalizou.

Texto: Samir Leão

Comunicação TJTO