O presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargador João Rigo Guimarães, concedeu entrevista à Rádio CBN Tocantins na última segunda-feira (1/2), quando falou sobre o papel do Judiciário na sociedade em tempos de pandemia e também sobre novos projetos do Tribunal de Justiça para sua gestão.

Questionado sobre os efeitos negativos da pandemia da Covid-19, o desembargador destacou o papel importante do Judiciário no sentido de garantir os direitos coletivos e individuais do cidadão. “Temos que dar nossa contribuição com o suporte necessário ao cidadão em meio a essa situação de crise. A estabilidade do país depende das instituições públicas, em especial do Poder Judiciário, que atua como mediador e garantidor de direitos.”

Sobre as mudanças trazidas com a pandemia, o desembargador disse que nada será como antes após as adaptações que a sociedade foi obrigada a fazer. “A pandemia trouxe prejuízos e nos obrigou a fazer adaptações. Com relação ao trabalho do Judiciário, também foi necessário fazer ajustes, com o objetivo de manter os serviços da Justiça. Alguns processos de trabalho passaram a ser totalmente virtuais e isso gerou mais economia e dinamismo, por exemplo.”

Projetos

Em relação aos novos projetos do Judiciário para o próximo biênio, o desembargador falou que pretende seguir a linha que adotou na Corregedoria-Geral da Justiça, em sua recente gestão como corregedor-geral, durante a qual efetivou o bem sucedido regime virtual de trabalho adotado nas correições.

Sobre sustentabilidade, o novo presidente disse que essa questão deverá ser ainda mais priorizada em sua gestão, visto que o vice-presidente do TJTO, desembargador Pedro Nelson, é muito ligado a ações de sustentabilidade e tem muito a contribuir nessa área. Fechando a entrevista, o novo presidente do TJTO mencionou o papel moderador do Poder Judiciário junto à sociedade, principalmente nos atuais tempos turbulentos vividos no país.

“É importante lembrar que vivemos sob uma repartição de poderes, que devem ser harmônicos entre si. O Poder Judiciário tem um papel decisivo, literalmente, mas não pode invadir a competência dos demais e vice-versa. Da mesma forma é preciso respeitar o importantíssimo trabalho da imprensa, que leva informação de credibilidade ao cidadão”, afirmou o magistrado.

Texto: Abelson Ribeiro / Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO