Os alunos do Centro de Ensino Médio Oquerlina Torres, no município de Guaraí, participaram das atividades do projeto Justiça Cidadã, nesta terça-feira, 18/2. A programação na escola teve início com a palestra do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), desenvolvido pela Polícia Militar do Tocantins. O major PM Leandro Teixeira usou a música para motivar os estudantes a fazerem uma reflexão sobre levar os estudos a sério e a não desistirem dos seus sonhos, por maior que sejam as dificuldades. A sargento PM Maria Bonfim falou sobre o bullying e aconselhou os alunos a coibirem essa prática no ambiente escolar.

A educação digital foi outro tema de palestra durante a programação. O delegado de polícia Adriano Carrasco falou sobre crimes cibernéticos e como usar a internet, principalmente as redes sociais, de maneira responsável.
Para falar sobre a rede de proteção à criança e ao adolescente, o projeto Justiça Cidadã promoveu uma roda de conversa com representantes do sistema de Justiça. Participaram do bate-papo com os alunos o juiz da Comarca de Guaraí, Fábio Costa Gonzaga; a defensora pública Luciana Oliani Braga; a presidente da subseção da OAB de Guaraí, Marcela Félix Oliveira; e o delegado regional da Polícia Civil, Adriano Carrasco. Eles responderam perguntas dos alunos sobre como procurar seus direitos quando se sentirem prejudicados.

Concurso de Redação

O momento mais esperado pelos estudantes do CEM Oquerlina Torres foi a premiação do concurso de redação, com o tema Justiça Cidadã. Isabella Lourenço de Oliveira (1º lugar), Graciely Costa Moraes (2º lugar) e Allef Jhonsons Alves Rodrigues (3º lugar) receberam prêmio e certificado de participação das mãos do presidente do Tribunal de Justiça (TJTO), desembargador Helvécio Maia Neto, e do juiz Fábio Gonzaga. O desembargador fez questão de ir até a escola para cumprimentar e parabenizar os alunos. Ele também fez a entrega da Cartilha da Justiça aos alunos e falou da alegria de levar os serviços do Judiciário até a comunidade de Guaraí.

Para a diretora do CEM Oquerlina Torres, Priscilla Arataque Gomes Lomazzi, o concurso de redação foi motivador para os alunos. “Mas o que chamou a minha atenção nesse projeto foi trazer o Judiciário para dentro da escola. Muitos alunos da 3ª série ainda não sabem que profissão vão seguir. Então, ter a oportunidade de estar com um desembargador, um juiz, uma defensora, uma presidente da OAB, um delegado, isso é impactante para os nossos estudantes. Como gestora da unidade escolar, eu fiquei muito feliz. A comunidade ganha e os pais ficam motivados a incentivarem os filhos a continuar os estudos, a trilhar esse caminho do bem”, ressaltou.     

61 anos de história

O Centro de Ensino Médio Oquerlina Torres surgiu com o trabalho da professora Maria Noronha de Carvalho, que ministrava suas aulas em uma casa onde fazia farinha, na Fazenda Guará em 1959. Em 1964, veio morar no município a professora Oquerlina Torres, que por ser mais experiente e com mais idade, passou a ser a diretora da escola. Atualmente, o CEM conta com 284 alunos matriculados.  

Texto: Mara Roberta / Fotos: Ednan Cavalcanti

Comunicação TJTO