Das dez obras literárias do juiz de direito Abílio Wolney Aires Neto, titular (1) da 9ª Vara Cível de Goiânia, seis estão disponíveis na biblioteca da Escola Superior da Magistratura Tocantinense. As obras foram recebidas pelo Diretor Geral da ESMAT, o Desembargador Marco Villas Boas, e encaminhadas para a biblioteca.

O acervo da ESMAT conta agora com os seguintes livros: “O Duro e a Intervenção Federal”, em que o magistrado aborda fatos históricos relacionados à intervenção federal em Goiás; “O Diário de Abílio Wolney”, narrativa feita pelos próprios envolvidos na história, cujos acontecimentos ocorreram em 1919 e culminaram com o morticínio descrito no livro “O Tronco”, de Bernardo Élis; “No Tribunal da História”, Abílio Wolney Aires Neto retrata a demanda judicial proposta pelo autor contra João Batista de Andrade, diretor do filme O Tronco, que tramitou na 12ª Vara Criminal de Goiânia e acabou arquivado por decadência do direito de queixa-crime, além de fazer uma análise literária da obra de Bernardo Élis, que inspirou o filme; “Juizados Arbitragem e Mediação”, retratando a evolução das formas alternativas à jurisdição, e “Princípios Constitucionais”, com ressalvas à importância dos princípios em nosso sistema legal e social.

Abílio Wolney Aires Neto nasceu em Dianópolis - TO. Em sua terra natal cursou o 1º e o 2º Graus no Colégio João d Abreu (Curso Técnico em Contabilidade). Em 1989, foi para Goiânia-GO cursar a Faculdade de Direito na Universidade Católica de Goiás, depois pós-graduando-se em Processo Civil pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás. Em 1993, ingressou no Ministério Público do Estado de Goiás, tendo sido Promotor de Justiça nas comarcas de Formoso, Mara Rosa, Porangatu e Anápolis – GO até 1999, quando resolveu prestar concurso para a magistratura de carreira, sendo hoje Juiz de Direito titular na comarca Capital, depois de ter judicado em Águas Lindas e Goiás e Petrolina de Goiás. Fizeram parte da sua Carreira Jurídica os precedentes cargos de: 1. Suboficial do 2º Ofício de Notas, por nomeação indicada por seu pai Zilmar Póvoa Aires, titular do Cartório; 2. Escrivão concursado do Cartório de Família, Sucessão e Cível em Dianópolis - TO; 3. Assessor de Juízes no Fórum de Goiânia-GO, via concurso para o cargo básico de Escrevente, e 4. Técnico Judiciário e Assistente do Desembargador José Soares de Castro no Tribunal de Justiça em Goiânia-GO.

No Magistério Jurídico Superior, figura como professor de Processo Civil na Faculdade de Direito da UniAnhanguera em Anápolis, tendo sido professor em nove disciplinas diferentes da Faculdade de Direito de Anápolis - FADA num período que soma dez anos. Foi aprovado para o cargo de Professor Substituto da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás; presidente da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais da 3ª Região do Estado de Goiás, e, hoje, é mestrando em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUCGO.

Por telefone, o escritor ressaltou: “Nenhum dever é mais importante do que a gratidão. O Des. Marco Villas Boas vem resgatando a história do Tocantins. No Museu Histórico “O Palacinho”, na Capital, destaca-se a mais eloquente inscrição sobre o período incisivo da história do antigo norte goiano, protagonizada na Revolução de 1919 em São José do Duro, hoje Dianópolis. Descobri que o texto original é de autoria dele. O painel cerâmico da entrada do Tribunal de Justiça do Tocantins foi feito na gestão do Des. Marco, quando Presidente da Casa. Agora ele abre espaço na Escola Superior da Magistratura - ESMAT para ampliar os contornos da história do nosso Estado e faz cultura”.
Fonte: Esmat