Constelação Familiar: curso aborda técnica alternativa para resolução de conflitos

Apresentar alternativas para fomentar a política de tratamento adequado de solução de litígios. Foi com este objetivo que o Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) da Comarca de Colinas realizou o encontro "Constelações Sistêmicas - a ponta de um iceberg". O evento aconteceu na tarde da última terça-feira (26/9) e contou com a parceria do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

Por meio da palestra do assistente social e terapeuta Aluísio Almeida, organizador do Curso Constelação Sistêmica Familiar, oferecido pelo Hellinger Institut Landshut, o público teve a oportunidade de compreender como as constelações familiares buscam, por meio de vivências, ajudar a identificar conflitos escondidos por trás de demandas judiciais e, desta forma, viabilizar a resolução dos problemas através do diálogo.

A coordenadora do Cejusc de Colinas, juíza Grace Kelly Sampaio, destacou a realização, na prática, de uma constelação com os participantes, que puderam perceber de maneira esclarecedora o funcionamento da técnica. "Cada vez mais me convenço de que a técnica pode ser uma ferramenta muito útil para promover a pacificação social por meio dos métodos consensuais, que prestigiam o exercício da cidadania, na medida em que empodera as partes envolvidas no conflito, dando-lhes maior autonomia para decidirem conjuntamente os seus destinos”, disse.

“A constelação familiar não é magia. É uma técnica que pode ser usada no Judiciário para resolução de conflitos, estimulando mudanças que beneficiam não só os membros da família envolvida, mas toda sociedade”, complementou a coordenadora do Nupemec, juíza Umbelina Lopes Pereira.

Experiências

O encontro reuniu autoridades do Sistema de Justiça e servidores dos Cejuscs das comarcas de Araguaína, Pedro Afonso, Guarai e Gurupi; e contou com ativa participação do público. Para Marizé de Tavares Ferreira, diretora geral da Faculdade de Colinas (Uniesp), as constelações familiares são um tema que merece ser aprofundado cada vez mais. "É uma ferramenta interessante em uma sociedade cheia de conflitos familiares porque, como vimos durante o evento, promove pausa para reflexão para que as partes conheçam os seus problemas para administrá-los”, pontuou.

Para a representante da OAB, a advogada Leila Alves da Costa, “ficou evidente que o ambiente psicológico gerado pela constelação faz bem e traz resultados positivos não só aos envolvidos diretamente, como também aos demais presentes. Penso que o cerne desta nova prática é encontrar o problema, saber trabalhá-lo, enfrentar e solucionar".

“A palestra é válida uma vez que na prática percebemos muitas vezes que uma sentença judicial definitiva não soluciona o litígio. Penso que a constelação familiar pode ser usada como ferramenta não só nas varas de família, mas também em outras serventias em que o litígio é muito evidente e permanece mesmo depois da conclusão do processo”, acrescentou a promotora Thaís Cairo Souza.

 

 

Maria Gabriela – Cecom/TJTO

Fotos: Divulgação