CIJ/TO - Coordenadoria da Infância e da Juventude

É necessário para crianças e adolescentes que forem viajar para outros países desacompanhados, na companhia de apenas um dos pais, ou acompanhados de terceiros.

É dispensável quando a criança ou o adolescente estiver acompanhado de ambos os pais ou responsáveis (art. 84, I, da Lei 8.069/90).

Em se tratando de genitor que detenha a guarda da criança ou do adolescente, será necessária a autorização do outro genitor.

A autorização dos pais poderá ocorrer por escritura pública (art. 4º da Resolução 131-CNJ).

O reconhecimento de firma poderá ser por autenticidade ou semelhança (art. 8º, § 1º, da Resolução 131-CNJ).

A autorização deverá ser em duas vias originais, com prazo de validade estipulado por quem autoriza (genitores, guardiões ou tutores), sendo que não havendo prazo fixado, entender-se-á como válida por dois anos.

A Vara da Infância e da Juventude não substitui a autorização firmada, conforme a Resolução 131-CNJ, pela autorização judicial.

 Confira aqui o modelo de autorização de viagem internacional.

 

Criança ou adolescente que viajar em companhia de apenas um dos pais ou responsáveis

A viagem deverá ser autorizada pelo outro expressamente, nos termos da Resolução 131-CNJ, com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança.

 

Criança ou adolescente que viajar desacompanhado dos pais ou responsáveis

Estes deverão autorizar expressamente, nos termos da Resolução 131-CNJ, e reconhecer firma por autenticidade ou semelhança.

O guardião por prazo indeterminado ou o tutor, ambos judicialmente nomeados em termo de compromisso, que não sejam os genitores, poderão autorizar a viagem da criança ou adolescente sob seus cuidados, nos termos do art. 7º da Resolução 131-CNJ.

 

Crianças ou adolescentes brasileiros residentes no exterior

Crianças ou adolescentes brasileiros residentes no exterior, detentores ou não de outra nacionalidade, não necessitam de autorização de viagem para retorno ao país de residência quando essa condição for comprovada por atestado de residência emitido por repartição consular brasileira há menos de dois anos, nos seguintes casos:

i. Em companhia de um dos genitores, independentemente de qualquer autorização escrita.

ii. Desacompanhado ou acompanhado de terceiro maior e capaz, desde que haja autorização escrita dos pais, com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança.

 

Se um dos pais ou responsáveis residir no exterior

Deverá ser providenciada a autorização nos termos da Resolução 131-CNJ, remetendo a quem de direito, com a firma reconhecida na embaixada ou consulado brasileiro, em duas vias de igual teor.

 

Pais que estão em lugar incerto e não sabido

Deverá o requerente ingressar com ação de suprimento paterno ou materno, a fim de requerer a autorização para a viagem e expedição do passaporte, se o caso, mediante petição firmada por advogado, observada a necessária antecedência, com vistas a evitar transtornos decorrentes de pedidos de última hora. A ação poderá ser postulada também caso um dos pais se recuse a autorizar a viagem ou emissão de passaporte.